Entragada pelo som dos meus gritos
Sem conseguir parar pelo medo de noites silenciosas
como anseio pelos sonhos do sono profundo
A deusa da luz imaginária
Na minha terra de flores de papel
E doces nuvens de canções de nina
Eu repouso dentro de mim mesma por horas
E vejo meu céu lilás pairar sobre mim
flores de papel
Eu permaneço no vão da porta do alarme que grita
Monstros chamam meu nome
Deixe-me ficar onde o vento vai sussurrar para mim
Onde as gotas de chuva enquanto caem contam uma história
Se você precisar deixar o mundo em que vive
Deite sua cabeça e fique um pouco
Embora você não possa se lembrar do sonho
Algo espera por você para respirar novamente
Estou tão cansada de estar aqui
Reprimida por todos os meus medos infantis
E se você tiver que ir
Eu desejo que vá logo
Porque sua presença ainda permanece aqui
E isso não vai me deixar sozinha
Essas feridas parecem não cicatrizar
Essa dor é tão real
Há tantas coisas que o tempo não pode apagar
Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
E eu segurei sua mão por todos estes anos
Mas você ainda tem tudo de mim
Você costumava me cativar
Com a sua luz ressonante
Agora sou limitada pela vida que você deixou para trás
Seu rosto assombra todos os meus sonhos que já foram agradáveis
Sua voz expulsou toda a sanidade em mim
Há tantas coisas que o tempo não pode apagar
Eu tentei tanto dizer à mim mesma que você se foi
E embora você ainda esteja comigo
Eu tenho estado sozinha por todo esse tempo
Mas você ainda tem tudo de mimTemporal num dia escuro
faíscas limpas amenizam
o frio no caminho molhado
Quando o batizado já era
exposto no sol congelado.
Soprando vida como fogo
Eu pensei que fosse apenas uma
e foi só uma mentira
Por que eu escutei nos ventos
e via no céu
e pensei que fosse o fim
Pálido na cintilante luz
as luzes assustadoras quebraram e desapareceram
e conduziram chamuscado para cá
e em todos os lugares ninguém cuida.
O fogo é espalhado
e ninguém quer falar sobre isso
Debaixo do buraco
Jesus tenta quebrar um sorriso
abaixo de outra pá de opressões.
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